A dura realidade por trás da sala de aula

Ser professora é mais do que uma profissão. É um chamado, uma paixão, um compromisso com o futuro de centenas de alunos. Mas, quando entramos na fase da maternidade e essa jornada é vivida sob o regime de contrato temporário, como é o caso das professoras PSS (Processo Seletivo Simplificado), o sonho da educação vem acompanhado de uma sombra constante: a instabilidade da maternidade para professoras PSS.

Neste artigo, quero compartilhar com você a minha experiência real e crua de ser mãe e professora PSS. Se você também vive a insegurança do trabalho temporário ou está prestes a entrar na maternidade com um vínculo instável, este texto é para você. Aqui, você vai entender como conciliar a maternidade com a falta de garantias trabalhistas e quais aprendizados essa caminhada difícil me trouxe.

Às vezes, os momentos mais difíceis são os que mais nos ensinam sobre força e resiliência.

Meu começo como professora PSS: Um amor pela educação com prazo de validade

Minha trajetória como professora PSS começou em 2012, ainda durante a faculdade. Eu amava ensinar, fazer a diferença na vida dos meus alunos e sentir que, mesmo como temporária, deixava uma marca importante em cada sala de aula.

Porém, por trás de toda essa dedicação, existia um peso invisível: a incerteza. Ser PSS significa viver à mercê da disponibilidade de aulas, sem direitos trabalhistas consolidados, sem estabilidade, sem garantias mínimas. Todo final de ano, o contrato acabava. E com ele, vinha um período de até três meses sem qualquer pagamento.

Essa vulnerabilidade já era difícil de enfrentar sozinha. Mas quando a maternidade chegou, tudo se tornou ainda mais assustador. Como explicar para uma mãe que o trabalho que sustenta sua família pode simplesmente desaparecer da noite para o dia? Se fosse uma empresa privada, a demissão logo após uma licença-maternidade seria ilegal. Mas, para nós, professoras PSS, essa é a triste realidade.

Quando a maternidade chegou: O fim da falsa segurança

Descobri minha gravidez com o coração cheio de esperança. Queria dar ao meu filho uma vida melhor, com mais segurança e estabilidade. Mas sabia, lá no fundo, que o caminho seria cheio de desafios.

Meu bebê nasceu em outubro de 2019. A chegada dele trouxe uma alegria imensa, mas também um medo gigantesco do que estava por vir. Durante a licença-maternidade, por alguns meses, me senti um pouco protegida, acreditando que tudo voltaria ao normal ao final desse período.

A realidade foi um choque: não havia mais aulas para mim. Meu contrato terminou. E, como um castelo de cartas, todo o “pouco de segurança” que eu achava ter, desmoronou.

Com um recém-nascido nos braços e nenhuma renda fixa, a sensação era de total abandono. Eu me sentia invisível, esquecida por um sistema que não protege as mães.

Quando a maternidade chegou: O fim da falsa segurança

Descobri minha gravidez com o coração cheio de esperança. Queria dar ao meu filho uma vida melhor, com mais segurança e estabilidade. Mas sabia, lá no fundo, que o caminho seria cheio de desafios.

Meu bebê nasceu em outubro de 2019. A chegada dele trouxe uma alegria imensa, mas também um medo gigantesco do que estava por vir. Durante a licença-maternidade, por alguns meses, me senti um pouco protegida, acreditando que tudo voltaria ao normal ao final desse período.

A realidade foi um choque: não havia mais aulas para mim. Meu contrato terminou. E, como um castelo de cartas, todo o “pouco de segurança” que eu achava ter, desmoronou.

Com um recém-nascido nos braços e nenhuma renda fixa, a sensação era de total abandono. Eu me sentia invisível, esquecida por um sistema que não protege as mães.

Reinventando a rotina: De professora a consultora de vendas

Mas a vida não espera. As contas continuavam chegando, e meu filho dependia de mim.

Foi então que decidi agir. Entre uma mamada e outra, comecei a trabalhar como consultora de vendas de cursos de pós-graduação online pela Faveni. Minha rotina virou uma verdadeira maratona: criando campanhas nas redes sociais, atendendo clientes, fazendo cadastros, acompanhando as matrículas e cuidando do pós-venda.

Tudo isso nos pequenos intervalos em que meu bebê dormia.

Cada matrícula fechada era uma vitória silenciosa. Cada cliente satisfeito, uma pequena luz no meio do caos. Mesmo exausta, segui firme. Por ele. Por nós.

A pandemia: Quando o chão pareceu sumir debaixo dos meus pés

Quando parecia que as coisas começavam a melhorar… chegou a pandemia.

As escolas fecharam. E, com isso, os cursos de pós-graduação deixaram de ser prioridade para muitos. As vendas caíram drasticamente. Os custos com anúncios nas redes sociais dispararam. E o medo voltou com força total.

As contas começaram a se acumular. Tive que fazer escolhas difíceis. Cortar gastos, renegociar dívidas, replanejar cada centavo que entrava.

Foram dias de muita angústia e incerteza. Mas, graças a Deus, conseguimos atravessar esse período sem faltar o essencial dentro de casa.

Lições de uma mãe PSS: Organização, força e esperança

Hoje, olhando para trás, percebo o quanto tudo isso me ensinou.

Aprendi que ser mãe e trabalhadora é uma luta diária. Que a vida, muitas vezes, não é justa — principalmente para nós, mulheres que tentamos equilibrar casa, filhos e trabalho.

Mas também descobri o poder da organização financeira e do planejamento. Foi graças a essas estratégias que conseguimos sobreviver aos momentos mais críticos.

Se você está passando por um período difícil, deixo aqui um convite especial: fique comigo aqui no blog “Mãe que se organiza, porque em breve vou compartilhar as estratégias financeiras e emocionais que usamos por aqui para sair do sufoco e reconstruir nossa vida.

Você não está sozinha: Vamos juntas nessa jornada!

Se este texto falou ao seu coração e você também sente o peso da instabilidade e do medo do amanhã, saiba: você não está sozinha.

Aqui no blog, vou dividir minhas experiências, minhas quedas e minhas vitórias. Quero te ajudar a encontrar um caminho de mais segurança, equilíbrio e esperança.

👉 Deixe seu comentário, compartilhe sua história e venha fazer parte dessa rede de apoio.
Porque ser mãe, mulher e trabalhadora não é fácil — mas juntas, somos muito mais fortes.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *